Estações elevatórias
As soluções para elevação de águas e águas residuais podem ser constituídas por situações convencionais com órgãos em betão, com edifício de exploração ou não, ou então por soluções compactas
Figura 1 – Edifício da EE
Estes sistemas são constituídos normalmente por canais de chegada equipados com grades manuais e/ou mecânicas que antecedem os poços de bombagem equipados com as respectivas electrobombas submersíveis.
Estes sistemas podem ser incluídos no interior de edifícios para protecção geral. Outros equipamentos que podem equipar as estações elevatórias convencionais passam por agitadores submersíveis, sondas de nível, medidor de caudal, medidor de gás, reservatório de ar comprimido (RAC), diferencial de elevação, quadro eléctrico de força e comando, entre outros.
Figura 2 – Grelha mecânica em canal de entrada da EE.
Figura 3 – EE compacta em PRFV
Estas unidades compactas, fabricadas em aço tratado a endoprene exterior e interiormente ou em poliéster reforçado a fibra de vidro (PRFV), são fornecidas completas, com todos os equipamentos e automatismos necessários ao seu bom funcionamento, podendo incluir, para além das electrobombas, bóias, cesto grelha, comporta, tubagem de compressão, válvulas e quadro eléctrico, uma plataforma de acesso, escada e tampa para diferentes cargas.
Figura 4 – EE compacta em aço
As particularidades que destacamos destas unidades são a existência de um sistema de equilíbrio hidrostático que permite a sua instalação em situações de nível freático elevado e um sistema de ancoragem especial que previne a impulsão do tanque e facilita a sua instalação.
Figura 5 – Esquema EE compacta
O fundo é copado para melhor resistir à impulsão hidrostática possuindo, por isso, um sistema de equilíbrio hidrostático em tubagem aberta que, associado ao sistema de ancoragem dado por um diâmetro do fundo superior ao do tanque, previne o movimento do depósito em situações de nível freático elevado.
Não é necessária uma laje de betão no fundo nem no topo da E.E.
A estação elevatória compacta OMS está equipada com uma comporta para cortar a entrada de água, quando necessário. Essa comporta pode facilmente ser operada a partir da superfície através de um tubo guia acoplado à comporta e que sobe até ao exterior da estação elevatória. Está ainda equipada com um deflector onde fica instalado um cesto grelha que é elevado à superfície através de um cabo e guias de condução.
Na base da estação elevatória assentam os pedestais com curva acoplados a tubos guia que permitem a elevação e descida dos grupos electrobomba para manutenção. Os grupos acoplam directamente no pedestal ficando ligados à curva prontos a funcionar sem necessidade de descida do operador para qualquer intervenção.
Na tubagem de compressão dentro da estação elevatória encontram-se as válvulas de retenção e seccionamento bem como a de descarga da conduta. A função das primeiras é evitar que, em regime de operação normal o efluente bombado por uma das bombas volte à estação elevatória pela outra bomba que está desligada. A função das segundas é de se poder proceder a alguma intervenção do equipamento a montante e assegurar que o efluente que está na conduta não volta à estação elevatória.
O equipamento de comando e força das bombas está instalado no quadro eléctrico de tipo passeio, preparado com platina para diferencial da EDP e para contador de energia, fornecido de série com a EE compacta.








